Roda de conversa debate desafios para a democracia na UFSM SVG: calendario Publicada em 17/04/26
SVG: atualizacao Atualizada em 17/04/26 11h01m
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Manifestações em defesa de direitos também ocorreram em Brasília na quarta e quinta, 15 e 16 de abril

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Sindicatos discutem limites da democracia em evento no auditório do CCSH nesta quinta, 16 de abril

Reunidos no auditório do prédio 74C, no Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), na manhã de quinta, 16 de abril, docentes, técnico-administrativos/as e estudantes, chamados por Sedufsm, Assufsm, DCE e Sinasefe SM, abordaram alguns desafios para a ampliação da democracia na instituição durante o evento “Democracia na UFSM: em que pé estamos?”. O evento local integrou a agenda nacional de mobilizações.

Em Brasília, a quarta e quinta, 15 e 16 de abril, foram marcadas por atividades conjuntas com o intuito de chamar a atenção para pautas de grande relevância para a classe trabalhadora, como o fim da jornada 6 x 1 na quarta-feira, bem como o ato na quinta (16), no Ministério da Gestão e Inovação (MGI), para cobrar o cumprimento dos itens pendentes do acordo da greve de 2024, cuja assinatura do documento já ultrapassou 650 dias. O diretor da Sedufsm, Jadir Lemos, participou da agenda de atos na capital federal.

Na roda de conversa do campus sede, o presidente da Sedufsm, Everton Picolotto, destacou avanços democráticos, como a recente legislação federal que acaba com a obrigatoriedade da lista tríplice ao governo federal para a escolha do/a reitor/a de cada Instituição Federal de Ensino, bem como termina com o peso do voto 70% para docentes e 30% para demais segmentos no processo eleitoral às reitorias.

Todavia, lembrou que essa mudança não se reflete na composição dos conselhos da instituição, que seguem, conforme a LDB, com peso 70% a 30%, o que desequilibra a correlação de forças. Falou ainda que a democratização na universidade passa por discussões importantes, que a seção sindical tem procurado enfatizar, como a desigualdade nas questões de gênero e raça.

Na atividade, também fizeram intervenções, a coordenadora-geral do Sinasefe de Santa Maria, Cláudia do Amaral, e as diretoras da Assufsm, sindicato cuja base está em greve, Loiva Chansis, Natália San Martin dos Santos e Gabriela Malaquias.

Cláudia do Amaral falou das dificuldades que as escolas vinculadas (Politécnico, CTISM e Ipê Amarelo) à UFSM têm enfrentado, que passa por situações como a tentativa por parte do Judiciário de obrigar as e os docentes do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) a sofrerem controle de frequência através de ponto eletrônico, assim como pela decisão da Reitoria, que extinguiu o único setor da instituição que representava o segmento nas instâncias superiores, que era a Coordenadoria EBTT (CEBTT).

Durante o evento, a dirigente do Sinasefe SM distribuiu material impresso para a Sedufsm que trata das inconformidades em relação ao fim da CEBTT e que tem sido usado para dialogar com o segmento das escolas.

Loiva Chansis ressaltou que a pouca participação no evento que estava ocorrendo expressava um sintoma de que há dificuldade na articulação política interna das entidades e que seria preciso voltar a pensar em formas de melhorar esse diálogo.

Citando Marilena Chauí, Natália San Martín enfatizou a importância de se ir além das ações individuais e pensar mais no coletivo. Ela disse que a UFSM tem evoluído em algumas políticas, como a de ações afirmativas, mas que quando se fala em ampliar a democracia, é necessário que haja um esforço para que as políticas possam sair do papel, referindo-se especificamente à de igualdade de gênero aprovada na UFSM.

Gabriela Malaquias, também da Assufsm, reforçou que a universidade se sustenta a partir de um tripé formado por técnico-administrativos(as) em educação, docentes e estudantes, mas alertou que muitos ainda desconhecem como funcionam os processos internos de decisão. Esse distanciamento, segundo ela, contribui para o esvaziamento de espaços coletivos. 

Fórum para a unidade na luta

Ao final do evento, que integrou a agenda de lutas nacional com atividades realizadas em Brasília, definiu-se por criar um Fórum com sindicatos dos segmentos da UFSM, mais o DCE. Esse grupo de articulação política poderá ser ampliado para outros sindicatos de Santa Maria, entre eles, Sinprosm, Cpers e Municipários.

Em defesa de direitos

Jadir Lemos, tesoureiro-geral da Sedufsm, esteve em Brasília participando das atividades que ocorreram na quarta (15) e na quinta (16). Segundo ele, estiveram na Marcha da Classe Trabalhadora, convocada pelas centrais sindicais, cerca de 20 mil pessoas. Entre os eixos da manifestação estavam o fim da jornada 6 x 1 e a defesa de direitos que têm sido solapados ao longo dos últimos anos, tanto pela reforma trabalhista como pela reforma da previdência.

Na quinta-feira (16) houve concentração em frente ao Ministério da Gestão (MGI), com a presença da base da Fasubra, Sinasefe e ANDES-SN. Conforme Lemos, o protesto em frente ao prédio do governo cumpriu o seu significado para mostrar que servidoras e servidores, mesmo os que não estão em greve, continuam mobilizados/as e cobrando seus direitos.


Texto: Fritz R. Nunes
Fotos: Fritz Nunes e arquivo pessoal
Assessoria de imprensa da Sedufsm

 

 

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