RS entre o negacionismo e o desmonte de agendas ambientais
Publicada em
29/05/26
Atualizada em
29/05/26 17h50m
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Professora Ana Paula Rovedder cita desarticulação de órgãos de proteção, permissividade na fiscalização e desvalorização de especialistas como elementos que fragilizam o estado para enfrentar novos eventos extremos
Chegamos ao final de maio com uma série de notícias alertando para o provável retorno do El Niño no segundo semestre deste ano. Centros de monitoramento meteorológico manifestam preocupação com a severidade do fenômeno, que no Rio Grande do Sul pode provocar acumulados de chuva acima da média. Há dois anos, as e os gaúchos sofrem com as consequências das enchentes e enxurradas que assolaram o estado, vitimando fatalmente 185 pessoas e deixando outras 23 até então desaparecidas. Foram quase 200 mil pessoas desalojadas.
De lá para cá, o estado se fortaleceu para enfrentar um possível novo El Niño? A professora do departamento de Ciências Florestais da UFSM, Ana Paula Rovedder, responde a essa e a outras questões nessa entrevista especial concedida à Sedufsm. Mas já adiantamos: na avaliação da docente, chegamos em 2026 fragilizados no que tange à adequação ambiental, sendo o governo estadual um dos mais atrasados neste sentido, visto que sequer implementou seu Programa de Regularização Ambiental (PRA) – responsável por regularizar passivos ambientais, recuperando ou compensando áreas desmatadas.
Se somados o que Ana caracteriza como ‘desprezo’ pela conservação das áreas que mantêm a resiliência climática e a qualidade ambiental de um território, as consequências do evento extremo de 2024 que destruiu áreas já não em bom estado, e a ausência de uma resposta efetiva no campo ambiental, o resultado é desalentador. “Cada vez que um evento extremo incidir sobre áreas já fragilizadas, ele tende a aumentar o impacto, os prejuízos e até mesmo a provocar tragédias que atinjam as sociedades humanas”, explica a docente, que é coordenadora da Rede Sul de Restauração Ecológica e do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas (NEPRADE-UFSM).

*Ana Paula Rovedder
Confira, abaixo, a entrevista na íntegra.
Sedufsm – Após a maior tragédia climática da história do estado, como avaliar a política ambiental do RS?
A.P.R. – Nosso modelo de desenvolvimento econômico não fortalece as bases territoriais. É um modelo baseado no monocultivo e na produção de commodities, que não gera desenvolvimento nos territórios. Pelo contrário: expulsa pessoas, reduz a produção de alimentos e concentra renda e terras nas mãos de poucos, daqueles que detêm o capital. E nós já estamos vendo esses efeitos.
Hoje temos produtores de alimentos, tanto de origem animal quanto vegetal, sendo expulsos de suas áreas. Conheço regiões do Pampa onde pequenos agricultores e pecuaristas familiares estão cercados por soja e silvicultura, tendo suas áreas envenenadas. Também observamos perdas importantes em culturas como oliveiras e videiras, que poderiam representar modelos de desenvolvimento regional, mas vêm sofrendo com a deriva de herbicidas.
No campo da agenda socioambiental, o Rio Grande do Sul passou de um estado com uma sociedade bastante consciente da necessidade de ativismo ambiental, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, para uma sociedade hoje desarticulada do ponto de vista das lutas pelos bens comuns — terra, água, ar de qualidade, proteção contra o envenenamento. É uma sociedade que muitas vezes já não percebe o quanto está sendo envenenada, nem o quanto perde em qualidade da água e dos alimentos, e que, por isso, deixou de lutar pela questão ambiental.
O ativismo ambiental, que antes partia das bases sociais, perdeu contato com a população e não consegue mais fazer frente sequer para um debate público e popularização do conhecimento. Isso também decorre do desmonte das agendas ambientais promovido por projetos de governo, especialmente nos últimos anos, que priorizam grandes sistemas produtivos hegemônicos, como a soja e a silvicultura comercial em larga escala.
Não se trata de afirmar que não há espaço para a silvicultura ou para os grãos. Há espaço. O problema é a amplitude e a escala dessas matrizes produtivas, que fragmentam habitats, ameaçam espécies e expulsam outras formas de uso da terra mais importantes para um desenvolvimento real, como a produção de alimentos.
Há um paradoxo importante nisso tudo. O Rio Grande do Sul possui quadros técnicos excelentes na Secretaria Estadual do Meio Ambiente, na Fepam e nos escritórios do Ibama. São profissionais altamente capacitados para trabalhar tanto a questão ambiental quanto as relações entre meio ambiente, produção e qualidade de vida. Porque precisamos entender que economia, meio ambiente, produtividade e bem-estar social caminham juntos.
O setor produtivo precisa compreender que o meio ambiente é a base do próprio crescimento e da sustentabilidade econômica. O paradoxo da política ambiental gaúcha é justamente possuir quadros técnicos de excelência e, muitas vezes, ignorá-los nas principais tomadas de decisão, além de não fortalecê-los.
Precisamos renovar esses quadros diante das aposentadorias e valorizá-los. Um exemplo emblemático foi o fim da Fundação Zoobotânica no governo Sartori. Aquilo foi um absurdo. Era uma instituição fundamental para pensar um Rio Grande do Sul preparado para enfrentar a era dos extremos climáticos que já vivemos.
Chegamos a 2024 sem construir uma verdadeira resiliência climática baseada em soluções sustentadas pela proteção da natureza. Basta observar a situação das áreas de preservação permanente: não temos políticas públicas consistentes de adequação ambiental e restauração dessas áreas para enfrentar enchentes periódicas, mesmo as não extremas.
Pelo contrário: após 2024, essas áreas ficaram ainda mais fragilizadas. E isso não ocorre por falta de legislação. Temos a Lei nº 12.651, que estabelece o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e os Programas de Regularização Ambiental (PRAs), justamente voltados à recuperação de áreas degradadas. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul segue entre os estados mais atrasados na implementação do PRA.
Sedufsm – Dados do MapBiomas indicam uma forte redução da cobertura de mata nativa nas Áreas de Preservação Permanente ao longo do rio Taquari nos últimos anos. Como a degradação dos ecossistemas naturais influencia a intensidade dos impactos de tragédias climáticas, como enchentes e deslizamentos?
A.P.R. – Infelizmente, muitas pessoas acreditam — seja por desconhecimento ou por influência de discursos negacionistas — que conceitos como área de preservação permanente, reserva legal, corredor ecológico e unidade de conservação não possuem base científica ou não levam em conta a proteção da população.
Mas esses conceitos são resultado de décadas de pesquisa e trabalho científico. Manter áreas de preservação permanente em propriedades rurais não é “bobagem” nem “retórica ambientalista”. Trata-se de garantir o uso adequado do território e preservar inclusive a capacidade produtiva dessas áreas. Quando as APPs são destruídas, impactos ambientais que poderiam ser absorvidos por elas acabam atingindo diretamente áreas produtivas. As perdas de solo, terras e insumos agrícolas podem ser gigantescas.
Sedufsm – Outra causa apontada para as enchentes e enxurradas de 2024 é o modelo de ocupação territorial pouco resiliente. Como a senhora caracteriza esse modelo atualmente em vigor no estado e por que ele amplificou os impactos das chuvas intensas?
A.P.R. – Um modelo pouco resiliente de ocupação territorial é aquele que desconsidera aspectos fundamentais, como a fragilidade ambiental de determinadas áreas, as características do solo e da vegetação, o potencial agrícola dos territórios e a necessidade de planejamento urbano adequado.
Também significa não respeitar áreas de preservação permanente, que são regiões naturalmente frágeis e cuja cobertura vegetal deveria ser mantida justamente porque prestam serviços ecossistêmicos essenciais à qualidade de vida da população e à manutenção das demais espécies. Muitas vezes temos uma visão excessivamente antropocêntrica, focada apenas na qualidade de vida humana, mas as outras espécies também têm direito à existência.
Um exemplo claro são as matas ciliares às margens dos rios e córregos. Essas áreas cumprem um papel fundamental na estabilização das encostas e barrancas dos rios. As raízes da vegetação ajudam a conter o solo e reduzir processos erosivos.
No entanto, em grande parte do estado, essas matas foram removidas para dar lugar a lavouras que avançam até a beira dos rios, como soja, milho, arroz e fumo. Isso desestabiliza as barrancas e faz com que, a cada enchente, o rio vá erodindo e carregando solo, áreas produtivas e estruturas.
O mesmo ocorre com encostas ocupadas de forma desordenada, especialmente em áreas urbanas. Muitas dessas regiões possuem solos rasos e frágeis. Quando ocorrem chuvas intensas, há deslizamentos e carreamento de terra para as áreas mais baixas.
Outro exemplo importante é a destruição de banhados e nascentes, muitas vezes convertidos em áreas produtivas. Esses ambientes são fundamentais para o armazenamento e a regulação da água. Quando são destruídos, comprometemos a própria manutenção futura das atividades econômicas.
É assim que vamos reduzindo a capacidade de resistência e resiliência climática das paisagens.
A tragédia de 2024 ajuda a ilustrar isso. Na região da Quarta Colônia, por exemplo, o volume de enxurrada que desceu do Planalto encontrou um Vale do Jacuí sem matas ciliares capazes de oferecer maior resistência à força da água.
Isso significa que, se as matas ciliares estivessem preservadas, não haveria danos? Não necessariamente. Foi um evento extremo, muito fora do padrão. Mas certamente haveria maior capacidade de contenção e resistência. E, em eventos assim, alguns minutos a mais podem significar a possibilidade de uma família conseguir fugir.
No Vale do Taquari, outro território fortemente atingido, muitas moradias estavam localizadas em áreas de várzea, justamente onde os rios naturalmente extravasam em períodos de cheia. Quando a enchente de 2024 atingiu essas áreas, encontrou comunidades inteiras expostas à tragédia.
Então, o mau planejamento e o uso inadequado do solo acabam intensificando enormemente os impactos. E por que isso acontece de forma tão ampla? Porque existe permissividade. Do ponto de vista legal, nós temos leis bem estruturadas. O problema está na fiscalização e na aplicação dessas normas. Uma ocupação irregular em encostas, por exemplo, poderia ser barrada rapidamente se houvesse fiscalização efetiva. E isso vale tanto para populações de baixa renda quanto para empreendimentos de alto padrão. Vimos casos, inclusive próximos a Gramado, de bairros inteiros em áreas inadequadas, onde casas começaram a rachar e deslizar.
Sedufsm – Qual é o papel das universidades neste cenário de degradação ambiental progressiva? E como fazer a ponte entre o conhecimento científico e a vida cotidiana das pessoas?
A.P.R. – O papel das universidades é fundamental para enfrentar as narrativas negacionistas que se espalham e que, muitas vezes, atendem a interesses econômicos voltados ao lucro imediato, em vez de pensar o desenvolvimento social de longo prazo.
Grande parte da pesquisa científica brasileira está concentrada nas universidades públicas federais, mas também nas comunitárias, privadas e institutos federais. Todas essas instituições deveriam ter como função central formar cidadania, estimular o pensamento crítico e fortalecer uma visão coletiva de sociedade.
As universidades precisam formar pessoas capazes de compreender que fazem parte de uma coletividade e que devem atuar em favor do bem-estar comum, não apenas da geração de lucro.
Nós já vimos o que acontece quando prevalece uma lógica puramente produtivista. Os crimes ambientais de Mariana e Brumadinho são exemplos disso. A busca pelo lucro ignorou critérios éticos, ambientais e humanos, resultando em tragédias gigantescas.
Por isso, as universidades têm o dever de produzir conhecimento, mas também de formar uma massa crítica de jovens que serão os tomadores de decisão do futuro. Elas precisam contribuir para romper paradigmas reducionistas e produtivistas e ampliar a consciência cidadã.
Nem sempre vemos isso acontecer. A universidade é, por definição, um espaço plural. Mas, infelizmente, nem todo pensamento produzido nela está voltado ao interesse coletivo.
Sedufsm - A senhora trabalha com recuperação de ecossistemas degradados, sendo coordenadora da Rede Sul de Restauração Ecológica e do NEPRADE UFSM. Como é o trabalho desenvolvido por vocês?
A.P.R. - O NEPRADE, que é a sigla para Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas, inicia em 2011 e é vinculado ao Departamento de Ciências Florestais da UFSM e ao Diretório de Grupos de Pesquisas do CNPq. Então nós temos uma caminhada de muitos anos, são 15 anos já de trabalho sempre focado na aplicação, desenvolvimento e adaptação de estratégias de restauração ecológica de ecossistemas. A restauração ecológica de ecossistemas, então, é uma área da ciência aplicada que visa justamente adaptar essas técnicas para as diferentes paisagens e fitofisionomias do mundo.
Então, nós podemos ter uma técnica que pode ser de aplicação global, mas para que ela seja eficiente, precisa passar por um processo de adaptação local e é isso que a restauração ecológica faz. Ela vai testando e adaptando técnicas para fazer a recuperação dos ecossistemas e dos seus serviços ambientais.
O nosso trabalho no NEPRADE tem como foco a pesquisa científica, mas também a extensão universitária, no sentido de que nós promovemos a produção de conhecimento científico a partir do desenvolvimento e adaptação dessas técnicas e também promovemos a capacitação e popularização desse conhecimento através de uma linguagem mais simples, adaptada a diferentes grupos sociais para que entendam essa necessidade, para que possam, inclusive, treinar como interagir com essas práticas, como, por exemplo, a coleta de sementes, a conservação do solo, a conservação e restauração de áreas de preservação permanente, o entendimento da importância dessas áreas, já em uma linha mais de educação ambiental, da importância de manter seus serviços ecossistêmicos e por aí vai.
Já a Rede Sul de Restauração Ecológica é um coletivo de profissionais de todas as etapas do que nós chamamos de cadeia produtiva da restauração ecológica, ou seja, para podermos atingir os resultados que a restauração ecológica deseja, nós temos uma série de atores divididos em etapas dessa cadeia produtiva, que vai desde o fornecimento de sementes e mudas, o preparo do solo, a produção científica de estudos e conhecimento, o monitoramento dessas áreas, o regramento, a aplicação de leis, a interpretação de leis que envolvem a questão ambiental e de restauração. Então, a Rede Sul de Restauração Ecológica agrega todos esses atores, homens, mulheres, jovens, agricultores, agricultoras, cientistas, consultores, especialistas, para fortalecer a cadeia produtiva da restauração ecológica aqui na região sul. Nós fundamos a Rede Sul em 2020, preocupados com toda a questão de ruptura de agenda ambiental no Brasil e avançamos, então, no debate, no diálogo, na popularização do que é a restauração ecológica para o Bioma Pampa e para o Bioma Mata Atlântica na sua porção subtropical, que engloba os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
E nós fomos muito felizes com essa iniciativa. Hoje, a Rede Sul de Restauração Ecológica possui mais de 200 integrantes nos três estados do sul, somos um grupo totalmente voluntário, a captação de recursos que fizemos até agora foi para consultorias que nos ajudam a fortalecer a rede através do planejamento estratégico, do planejamento de inclusão, do regramento, do regimento, do monitoramento de áreas em restauração, mas toda a condução de coordenação é voluntária. Eu participei do grupo fundador e, desde 2023, através da nossa primeira eleição, fui eleita, junto com o grupo da coordenação e com o conselho deliberativo.
Estamos para entregar a nossa gestão e saímos muito realizados, mais unidos. Fortalecemos efetivamente a restauração, demos viabilidade para os desafios, fortalezas e fraquezas da área nesses três estados, chamamos a atenção de colegas dos outros dois estados que estão conosco, que nos chamaram para fazer parte da rede. Em março de 26 fizemos nosso primeiro encontro presencial da Rede Sul, então é um momento de fortalecimento, de visibilidade, que nos enche de alegria, de realização, mas também de entendimento que, se avançamos enquanto coletivo, nós não avançamos enquanto Estado, enquanto poder público. Precisamos que o poder público observe a importância disso para os municípios, para os estados e se unam a nós. A gente já tem feito, já tem melhorado, temos municípios que procuram o NEPRADE, procuram a Rede, que trazem suas dúvidas, seus pedidos de ajuda com restauração, mas nós podemos e devemos melhorar muito mais, principalmente porque nós estamos numa era de extremos climáticos, que precisa da restauração ecológica, ancorada nos territórios.
Sedufsm – Centros de monitoramento meteorológico têm alertado para o provável retorno do El Niño no segundo semestre de 2026 e manifestam preocupação com a severidade do fenômeno, que no Rio Grande do Sul pode provocar acumulados de chuva acima da média. Qual nossa situação para enfrentar, como estado, um fenômeno desse porte? Estamos mais preparados que em 2024 ou, de alguma maneira, ainda mais fragilizados?
A.P.R. - Eu não posso falar sobre todas as dimensões da resiliência climática, como defesa civil, por exemplo. O que eu posso falar é sobre a área em que eu trabalho, na qual sou especialista, que é a questão ambiental, mais especificamente a adequação ambiental. Nessa área, nós chegamos em 2026 fragilizados, como resultado de um histórico uso indevido de áreas naturalmente frágeis, como as encostas, matas ciliares, banhados e nascentes, e que prestam serviços fundamentais para a manutenção da qualidade do território. Tudo isso somado às consequências do evento extremo de 2024.
Depois de 2024, não houve um processo efetivo e vigoroso de recuperação ambiental capaz de fortalecer a resiliência climática do estado. Continuamos, por exemplo, sem um Programa de Regularização Ambiental efetivamente implementado.
O governo do Rio Grande do Sul é um dos estados mais atrasados para isso, e isso é uma política estadual, é uma premissa dos governos estaduais estabelecida pela lei nº 2651 de 2012, chamada erroneamente de Código Florestal porque, na verdade, é a lei de proteção da vegetação nativa, ou seja, não só das florestas. Essa lei prevê que os estados precisam implementar o CAR [Cadastro Ambiental Rural], interpretar o CAR e, a partir da interpretação, estabelecer os seus PRAs, os Programas de Regularização Ambiental. Os governos que vieram desde então, no estado, nunca deram um olhar sério para esta lei e para essa premissa estadual, ou seja, nós não estamos cumprindo a lei.
Então, soma aí o histórico de desprezo pela conservação das áreas que prestam serviços e que mantêm a resiliência climática e a qualidade ambiental de um território, mais as consequências do evento extremo de 2024 que destruiu áreas já não em bom estado, e a ausência de uma resposta efetiva no campo ambiental para esta situação nos dois anos que vieram depois do evento extremo.
Nós nos encontramos fragilizados. Nós temos um termo para o reforço de um determinado impacto numa área, que é a retroalimentação desse impacto, e é isso que pode ocorrer. Cada vez que um evento extremo atingir áreas já degradadas, tende a ampliar ainda mais os danos, os prejuízos e os riscos para as populações humanas.
Agricultura sustentável
Dentro da universidade, há professoras, professores, pesquisadoras e pesquisadores empenhados em fazer a diferença e transformar, a partir da sala de aula e de projetos de extensão, a mentalidade e a atuação de pessoas que já trabalham ou que irão atuar na produção agrícola. Ana Paula Rovedder no campus da UFSM em Santa Maria é um exemplo, e Gizelli Moiano De Paula, docente do departamento de Ciências Agronômicas e Ambientais do campus da UFSM em Frederico Westphalen, é outro. Em sua prática, ela mostra às e aos estudantes que a adoção de práticas sustentáveis no campo traz benefícios também do ponto de vista produtivo e econômico. Leia aqui.
Entrevista concedida a Bruna Homrich
Arte: Italo de Paula
Fotos: Arquivo Pessoal
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
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