69º Conad: participantes debatem conjuntura em contexto de avanço da extrema-direita
Publicada em
04/07/26
Atualizada em
04/07/26 11h03m
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Evento prossegue neste sábado, 4, com grupos mistos e plenária do planos de lutas
No primeiro dia do 69º Conad do ANDES-SN, sexta-feira (3), realizado em São Luís (MA), a Plenária do Tema 1 - Conjuntura e Movimento docente reuniu as e os participantes para uma profunda atualização da conjuntura nacional e internacional. O evento, com o tema central “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da Balaiada: contra o imperialismo e a extrema direita”, é sediado pela Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma SSind) e reúne cerca de 300 docentes de diversas regiões do país.
Foram apresentados quatro textos de apoio para o debate, que foi marcado por uma análise crítica sobre o mundo contemporâneo, descrito como cada vez mais caótico e polarizado, onde as crises do capitalismo intensificam tragédias socioambientais, a fome e o adoecimento da classe trabalhadora mundial. Para os e as participantes, a intensificação da exploração capitalista e o avanço da extrema direita exigem do movimento sindical uma postura de enfrentamento direto ao neoliberalismo e ao fascismo.
A discussão do texto 1 destacou a crise estrutural do capital e seus limites ecológicos intransponíveis. O documento alertou para o recrudescimento do imperialismo e a ascensão de formas políticas extremas como resposta das classes dominantes à estagnação econômica. Já o Texto 2 reforçou a necessidade de um ANDES-SN de frente única e classista para potencializar a organização da categoria contra o imperialismo e a extrema direita, trazendo à tona a urgência de uma formação política que rejeite a conciliação de classes.
A conjuntura nacional também foi alvo de críticas, especialmente em relação ao atual governo federal. O texto 3 trouxe o debate sobre desacordos com as políticas do governo, como a privatização da educação, o arrocho fiscal e criticou o não cumprimento de acordos com o funcionalismo público. Houve destaque para a destinação massiva de recursos ao agronegócio — em detrimento da agricultura familiar. Nesse contexto, o debate sobre as eleições de 2026, foi tratado como uma batalha decisiva pela soberania nacional contra o domínio fascista.
A solidariedade internacionalista encerrou as discussões dos textos de apoio, com o Texto 4 traçando paralelos entre as resistências na Bolívia, Palestina, Cuba e Argentina. Foi reafirmado o apoio aos povos oprimidos pelo cerco imperialista e a necessidade de reforçar a luta contra as opressões, especialmente das mulheres trabalhadoras, como um eixo central da atuação sindical.
Ao encerrar os trabalhos, a 2ª vice-presidenta do ANDES-SN, Letícia Nascimento, que presidiu a plenária, avaliou o saldo das discussões. "A categoria traz uma grande preocupação sobre o debate de conjuntura internacional, em especial com o desastre ambiental recente na Venezuela, com a situação do cerco em Cuba, o genocídio na Palestina. Todas essas questões mostram como o imperialismo no mundo todo, em especial sobre a batuta norte-americana, continua avançando e continua oprimindo a classe trabalhadora”, observou.
A diretora do Sindicato Nacional destacou que internamente, há uma grande preocupação da categoria com o ano eleitoral e com a capacidade da categoria docente de negociar com os governos federal e estaduais e conseguir, nesse processo, avançar na estruturação da carreira e também na qualidade dos serviços públicos prestados a toda a população.
“Tudo isso encontra-se ameaçado com a possibilidade de eleição da extrema-direita. A categoria sinalizou, de diferentes maneiras, que é importante um apoio às candidaturas que estejam aliadas à classe trabalhadora. Mas há um debate ainda que nos divide, sobre qual nível de apoio é possível o sindicato declarar. Isso será debatido nos próximos dias, nos grupos mistos e nas plenárias”, concluiu.
Participaram da mesa da Plenária do Tema 1, além de Letícia Carolina, as diretoras Fernanda Mendonça, 1ª vice-presidenta da Regional Sul, Regina Célia da Silva, 2ª vice-presidenta da Regional São Paulo, e Eralci Terézio, 2º vice-presidente da Regional Pantanal.

AVALIAÇÃO
Belkis Bandeira, diretora da Sedufsm, e que faz parte da delegação, junto com o professor Jadir Lemos e Liane Weber, destaca que as discussões de conjuntura foram muito importantes para que possa vislumbrar os diferentes pontos de vista em relação às formas para enfrentar o avanço da extrema-direita, não apenas no Brasil, que vive um contexto eleitoral, mas tambem em uma dimensão global. Na sequência, os desdobramentos dessas discussões nos grupos mistos, norteando as discussões do evento como um todo.
O 69º Conad prossegue ate domingo, 5 de julho, com o debate sobre o plano de lutas e s questões organizativas e financeiras.
Fonte: ANDES-SN
Edição e fotos: Fritz R. Nunes
Assessoria de imprensa da Sedufsm
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