Raul Seixas para marcar o Dia Mundial do Rock
Publicada em
10/07/26
Atualizada em
10/07/26 10h31m
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Professora Fernanda Kieling Pedrazzi relembra disco clássico de “Raulzito”
Nesta sexta, 10 de julho, a dica cultural é da professora Fernanda Kieling Pedrazzi, do departamento de Arquivologia da UFSM. Aproveitando a passagem do Dia Mundial do Rock, na segunda, 13 de julho, a docente rememora um dos maiores nomes do rock brasileiro, o “Raulzito”. Fernanda sugere resgatar um disco de Raul Seixas de 1987- Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!, que tem hits do nível de “Cowboy fora-da-lei”. Confira abaixo o texto da dica.
“Dia de curtir um ‘rockzinho antigo’
O Dia Mundial do Rock é comemorado em 13 de julho em homenagem ao evento denominado “Live Aid” que ocorreu nesse dia em 1985 simultaneamente em Londres (Inglaterra) e na Filadélfia (Estados Unidos) e reuniu grandes nomes de artistas e bandas de rock. Apesar de vivo, Raul Seixas (1945-1989), o nosso “pai do rock”, ficou de fora do show beneficente que levantou fundos de mais de 280 milhões de dólares para a Etiópia.
A essa altura da vida o cantor e compositor brasileiro, que tinha acabado de fazer 40 anos e sempre se disse representante do rock clássico, já havia ganhado dois discos de ouro em sua carreira. No ano anterior ao “Live Aid”, Raul lançava seu 12º disco que, apesar de crítica especializada favorável, teve vendas decepcionantes, em parte por problemas com a divulgação. Em dezembro de 1985, por seus problemas de saúde, separação e dificuldades em agenciar shows, ele dava uma parada em suas apresentações públicas.
Em 1986, o cantor baiano ficou quase todo o ano envolvido nas gravações de um novo disco que foi finalmente lançado em março de 1987. Chegava, então, às lojas “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!” que, como ele mesmo disse em entrevista com o jornalista Maurício Kubrusly, em abril daquele ano, um título que representa “o grito tribal de Little Richard” em Tutti Frutti, primeiro grande sucesso do cantor americano que era rock ‘n’ roll em estado puro.
O Dia Mundial do Rock é uma ótima desculpa para reviver a obra de Raul ouvindo, em especial, o disco de 1987 que representou a volta de Raul depois de quase três anos fora do mercado e que traz clássicos como “Quando acabar o maluco sou eu”, “Cowboy fora da lei” e “Gita” na versão em inglês.
Para quem tem acesso a um serviço digital de streaming de áudio, como uma conhecida plataforma de música, é possível acessar toda a discografia oficial de Raul Seixas na aba de álbuns. Como cantou Raul em “Let me sing, let me sing”: “Num vim aqui querendo provar nada/ Num tenho nada pra dizer também/ Só vim curtir meu rockzinho antigo/ Que não tem perigo de assustar ninguém”.

Fernanda Kieling Pedrazzi
Professora do departamento de Arquivologia da UFSM.
Imagens: Arquivo
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)
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