Fim da escala 6x1 tem de ser votada antes das eleições, defende Sedufsm
Publicada em
05/08/26
Atualizada em
05/08/26 17h37m
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Em 2025, sindicato docente foi ponto de votação do Plebiscito que consultou população sobre a alteração trabalhista
Uma das pautas que mais gerou mobilização de sindicatos, federações, coletivos e parlamentares neste primeiro semestre de 2026 foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que põe fim à escala 6x1. Aprovada em maio pelo Plenário da Câmara dos Deputados, a proposta é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), mas abrangeu, também, a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP). Atualmente, o texto aguarda votação no Senado, onde há embates com setores empresariais, que reivindicam a votação somente após as eleições de outubro.
Everton Picolotto, presidente da Sedufsm, defende que a aprovação da proposta não pode ser protelada para depois do pleito, uma vez que as e os trabalhadores devem ter assegurado seu direito ao tempo livre, à convivência familiar e a uma vida digna. Ele também frisa que o momento político é positivo para a aprovação, pois desde o ano passado têm se intensificado os debates, protestos e uma série de outras iniciativas a respeito do tema, de forma que a sociedade já se mostra sensibilizada e favorável à mudança trabalhista. Protelar a apreciação pelo Senado pode gerar esvaziamento da pauta e enfraquecimento da pressão necessária para garantir a vitória.
“A escala 6x1 leva o regime de exploração à exaustão. O engajamento da Sedufsm com a luta se deu de várias formas, seja participando do plebiscito e estimulando as pessoas a votarem, seja divulgando essas questões em vários momentos pelas nossas mídias ou participando das mobilizações de rua que aconteceram aqui em Santa Maria e também em capitais. Estivemos – e seguimos - no centro da articulação e no apoio pela mudança dessa legislação trabalhista”, enfatiza o dirigente.
Em 2025, a Sedufsm foi ponto de votação do Plebiscito Popular por um Brasil mais Justo e Soberano, que reuniu, ao fim de alguns meses e em todo país, 2.118.419 votos favoráveis à redução da jornada sem redução do salário.
Entenda a PEC
O texto prevê jornada de trabalho de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso. Um dos dias de descanso deverá ser, preferenciamente, aos domingos. A redução proposta é gradual, com diminuição das atuais 44 horas para 42 horas semanais de trabalho imediatamente à promulgação da emenda constitucional. Passados 14 meses da promulgação, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
Texto: Bruna Homrich, com informações de Agência Câmara de Notícias
Foto: Nathália Costa
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
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