Setores da educação federal ampliam mobilização em defesa de Lula no segundo turno SVG: calendario Publicada em 08/10/26
SVG: atualizacao Atualizada em 08/10/26 13h49m
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ANDES-SN orienta seções sindicais a intensificarem ações; estudantes vão às ruas e, na UFSM, Sedufsm e DCE realizam atividades de mobilização nesta quinta-feira (8)

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As semanas que antecedem o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 serão marcadas pela intensificação da mobilização de estudantes, sindicatos e diferentes setores da educação pública federal. Com uma diferença de menos de 2% no primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputa a Presidência da República com Flávio Bolsonaro (PL) no próximo dia 25 de outubro. Até lá, organizações estudantis, sindicais e movimentos sociais articulam ações para tentar barrar o retorno da família Bolsonaro ao governo brasileiro.

Nesta semana, o ANDES-SN encaminhou às suas seções sindicais um conclame à organização e à mobilização em todos os setores e universidades do país. O chamado foi feito pela Diretoria do Sindicato Nacional por meio da Circular nº 407/2026, divulgada nesta terça-feira (6), e orienta a categoria a atuar em articulação com outros sindicatos, movimento estudantil, movimentos sociais e comitês locais.

A iniciativa considera a deliberação do 69º Conad, que indicou a necessidade de “garantir a derrota eleitoral da direita e extrema direita”, com participação da categoria não apenas por meio do voto, mas também da mobilização contra os ataques aos direitos da classe trabalhadora, as políticas de austeridade e as restrições de direitos.

Conforme a Circular, o cenário eleitoral é marcado por uma ampla presença da extrema direita no Congresso Nacional e representa, na avaliação do Sindicato Nacional, uma ameaça à soberania nacional, aos serviços públicos, aos direitos sociais, ao meio ambiente e à vida. “Não há escolha possível a não ser rechaçar o projeto político de barbárie social representado pela extrema direita e pelo candidato bolsonarista”, afirma o documento.

O ANDES-SN orienta a realização de mobilizações nas redes sociais e nas ruas, com diálogo direto com a população, buscando alcançar parte das mais de 30 milhões de pessoas que se abstiveram ou votaram em branco ou nulo no primeiro turno. A Circular também indica a organização e participação em atos, mobilizações nos locais de trabalho e atividades de diálogo com a classe trabalhadora em praças, feiras e no transporte coletivo. Entre as ações sugeridas estão iniciativas como “universidade na praça e nas ruas” e “café vira voto”. O Sindicato Nacional orienta ainda que, onde for necessário, as seções sindicais busquem apoio das Secretarias Regionais para fortalecer as articulações e atividades.

Em setembro, o ANDES-SN já havia orientado suas seções sindicais, Secretarias Regionais e diretoras e diretores a participarem da criação e do fortalecimento de comitês e frentes em defesa da soberania nacional e da democracia. Na Sedufsm, foi realizada uma plenária com a categoria para discutir o cenário político, as intervenções estadunidenses na América Latina e os ataques à soberania e à democracia brasileiras.

ANDES

Estudantes ampliam mobilização em atos pela defesa da democracia e da educação pública

A juventude brasileira também iniciou uma mobilização de rua e de base em defesa da democracia, da educação pública e pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. A reação estudantil ganhou força imediatamente após o resultado do primeiro turno, diante da avaliação de que a candidatura da extrema direita representa uma ameaça às universidades públicas, à pesquisa científica, às políticas sociais e à permanência estudantil.

A primeira reação ocorreu já na segunda-feira (5), na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), onde estudantes organizados pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito, e por outras entidades acadêmicas realizaram passeatas pelas ruas da cidade. Sob a palavra de ordem de que “o abalo e o espanto com o resultado de domingo precisam se transformar em movimento”, manifestantes estenderam a faixa “UFF Antifascista” e marcharam em defesa da universidade e contra qualquer proposta de anistia a golpistas.

Em poucos dias, a agenda de lutas estudantis já somava mais de 40 assembleias, plenárias e protestos de rua em diversos estados e no Distrito Federal, envolvendo instituições como USP, UFRJ, UFMG, UFRGS, UFBA, UFPE, UFPA, UFAM e UnB. No Rio de Janeiro, milhares de estudantes de universidades, institutos federais e do Colégio Pedro II ocuparam o trajeto entre a Candelária e a Cinelândia. Em outras regiões, estudantes organizam plenárias, comitês e ações de convencimento e mobilização nos campi.

Na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a plenária “Vira Voto” reuniu estudantes em atividades de trabalho de base. Na UFMG, estudantes organizam tendas permanentes e comitês de mobilização. No Paraná, estudantes da UFPR e UTFPR convocaram o ato “Nem o pai, nem o filho: em defesa do Brasil e contra o avanço da extrema direita”. Em Pernambuco, assembleias gerais na UFPE contaram com a participação articulada das entidades estudantis e de apoio docente.

As lideranças estudantis defendem que a mobilização no segundo turno é necessária para preservar a permanência estudantil, a autonomia universitária, a ciência nacional e os direitos da classe trabalhadora. Novas atividades estão previstas para os próximos dias.

plenária emergencial

Plenária debate nesta quinta-feira os rumos da mobilização na UFSM

É nesse contexto de mobilização nacional que a Sedufsm promove, nesta quinta-feira (8), uma plenária em defesa da educação pública, do Estado democrático de direito e da vida da população brasileira. A atividade reúne o chamado às demais entidades sindicais atuantes na UFSM, ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a outras organizações da comunidade universitária.

A plenária ocorre às 15h, na Casa Clóvis Guterres, em Camobi, e pretende avaliar o cenário político após o primeiro turno e construir coletivamente estratégias de mobilização diante do segundo turno. A proposta é ampliar o debate para além da categoria docente, reunindo sindicatos, movimento estudantil, associações, grupos e demais pessoas interessadas na discussão sobre os rumos da educação pública e da democracia.

A realização da atividade foi informada na assembleia docente realizada nesta terça-feira (6), quando as e os professores também deliberaram pela participação em mobilizações e ações coletivas relacionadas ao segundo turno das eleições.

Para a Sedufsm, o momento exige atenção aos projetos apresentados pelas candidaturas e aos seus impactos sobre as universidades públicas, os serviços públicos, os direitos sociais e as condições de vida da população. A plenária busca, assim, transformar a preocupação com o cenário eleitoral em debate e organização coletiva.

Plenária em defesa da educação pública

Data: quinta-feira (8 de outubro)
Horário: 15h
Local: Casa Clóvis Guterres, Rua Erly de Almeida Lima, 690, Camobi, Santa Maria

Também nesta quinta-feira, o DCE da UFSM realiza uma assembleia geral dos estudantes voltada à mobilização para o segundo turno. A atividade ocorre no Prédio 07, CT Principal, com concentração a partir das 17h.

As duas iniciativas integram uma agenda de mobilização que envolve diferentes segmentos da comunidade universitária diante do segundo turno. Na UFSM, sindicatos e movimento estudantil buscam organizar ações que ampliem o diálogo com a comunidade e com a sociedade, colocando em debate os impactos das escolhas eleitorais sobre a educação pública, a democracia e os direitos sociais.

Texto: Nathália Costa, com informações de ANDES-SN

Imagens: Estudantes Ninja e ANDES-SN

Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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