Eleições Sedufsm: Confira as propostas da Chapa 2 SVG: calendario Publicada em 06/11/26
SVG: atualizacao Atualizada em 06/11/26 09h39m
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Confira o programa de gestão da “ReAgir”

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Chapa 2: (da esq.): professoras/es Luciana Carvalho, Maristela Souza, Gihad Mohamad, Hugo Blois Filho e Ricardo Rondinel

Nos dias 17 e 18 de novembro (terça e quarta-feira), sindicalizadas e sindicalizados à Sedufsm poderão escolher entre as duas chapas inscritas para concorrer à direção do sindicato. O processo de votação ocorre em 10 urnas distribuídas no campus de Santa Maria, na sede da Sedufsm/Centro e nos três campi da UFSM.

Confira ao final desta nota, em anexo (link), o regimento das eleições.

E, abaixo, confira a íntegra das propostas da chapa 2, intitulada “ReAgir”.

Chapa 2

Programa de gestão da “ReAgir” ao biênio 2026-2028.

“Carta de Apresentação - Chapa ReAgir

‘Sindicato forte, base protagonista, direitos em luta!’

Apresentamos a inscrição da Chapa ReAgir para concorrer à Diretoria da SEDUFSM no biênio 2026–2028, reafirmando nosso compromisso com a construção e a defesa de uma seção sindical classista, autônoma e democrática.

Nossa chapa é composta por professores e professoras de diferentes departamentos e centros da UFSM, com trajetórias, experiências e contribuições diversas para a universidade e para a luta sindical. Uma parcela significativa de seus integrantes já atuou na diretoria de nossa seção sindical, acumulando experiências na organização e na defesa dos interesses da categoria.

Reafirmamos, neste momento, nossa defesa histórica de um sindicato comprometido com a autonomia sindical e com a organização e a mobilização da categoria docente. Compreendemos que uma universidade pública se constrói por meio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, mas também pela luta permanente por direitos, condições dignas de trabalho e qualidade socialmente referenciada.

A história das universidades públicas, assim como a trajetória do ANDES-SN e, particularmente, da SEDUFSM, demonstra que as conquistas da educação pública e dos direitos da categoria são resultados de lutas e da organização coletiva. É por isso que precisamos de um sindicato forte, atuante e comprometido com as pautas concretas de nossa categoria, capaz de mobilizar os professores e as professoras em defesa de seus direitos e da universidade pública.

A SEDUFSM carrega uma história de lutas e conquistas coletivas que precisa ser reconhecida, valorizada e fortalecida. Essa trajetória não pode ser apagada ou relegada a segundo plano em função de interesses particulares ou de projetos circunstanciais de determinadas gestões. O patrimônio político e sindical construído coletivamente pertence à categoria e deve estar a serviço de suas lutas presentes e futuras.

Nos últimos anos, na condição de base da SEDUFSM, o grupo ReAgir não se manteve alheio às lutas da categoria docente. Ao contrário, esteve presente, vigilante e atuante, participando da construção das mobilizações e pautando temas fundamentais para a defesa dos direitos docentes e da universidade pública. No cenário nacional, destacamos nosso protagonismo na deflagração da greve docente de 2024; nossa participação ativa nos comandos local e nacional de greve; a luta contra a reforma administrativa e a participação nos Congressos e CONADs do ANDES-SN, espaços fundamentais para a definição dos rumos da luta sindical nacional. Essas lutas mantiveram a estabilidade funcional no serviço público, a dedicação exclusiva e garantiram reajuste salarial de 12,5%, correções nos steps por nível/classe e dos valores do Auxílio Alimentação, Assistência Pré-escolar e Assistência à Saúde Suplementar.

No âmbito local, mantivemos participação ativa nas assembleias da categoria e nos debates sobre os rumos da nossa seção sindical. Também temos defendido de forma permanente a transparência na gestão, a prestação de contas e a democratização das informações, compreendendo que os recursos e o patrimônio do sindicato pertencem à categoria e devem ser administrados com responsabilidade, publicidade e controle coletivo.

A transparência não pode se limitar ao cumprimento de exigências formais - precisa assegurar que os professores e as professoras tenham acesso às informações necessárias para acompanhar as decisões políticas e financeiras da entidade. Da mesma forma, os espaços de representação e deliberação devem ser valorizados e efetivamente convocados, garantindo que a categoria participe das decisões e acompanhe sua execução.

Defendemos que a diretoria da SEDUFSM deve convocar assembleias com maior frequência, cumprir o regimento do sindicato, realizando as devidas convocações do Conselho de Representantes, pois não há democracia sindical efetiva sem participação, debate e deliberação coletiva da categoria. A diretoria não pode substituir a base, tampouco concentrar em si as decisões sobre os rumos do sindicato.

Da mesma forma, o orçamento da entidade deve estar prioritariamente a serviço das lutas, da mobilização e da organização sindical, e não da manutenção de uma estrutura que se sobreponha aos objetivos para os quais o sindicato existe. Sindicato não é fim em si mesmo: é instrumento de luta da categoria. Quando as assembleias são escassas, a participação é limitada e os recursos deixam de priorizar a organização das lutas, abre-se espaço para uma entidade centralizadora e burocrática, cada vez mais distante de sua base.

Defendemos uma SEDUFSM democrática, combativa e enraizada na categoria, na qual a estrutura esteja subordinada às decisões coletivas e os recursos financeiros sejam empregados para fortalecer a luta por direitos, salários, carreira e a universidade pública.

No contexto nacional, nossa chapa está e permanecerá atenta à política que implementa a pauta de diminuição do Estado, com a redução dos recursos para Saúde e Educação. Essa política dificulta o funcionamento das Instituições de Ensino Superior, implicando diretamente na qualidade, com a desvalorização da Ciência brasileira.

Em meio à desintegração do patrimônio público e das conquistas históricas dos trabalhadores e trabalhadoras, o trabalho docente se vê cada vez mais diante de mecanismos de precarização, com redução de recursos e falta de estrutura; servidores com salários baixos, que mesmo por meio de uma forte greve direcionada pela base dos sindicatos, no ano de 2024, não conquistaram a totalidade das pautas de reivindicações. Esse cenário favorece o adoecimento docente, que cada vez mais assola a nossa realidade.

A continuidade da defesa da Universidade efetivamente pública, gratuita, autônoma, de qualidade, democrática e socialmente referenciada, estruturada na indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão, é tomada por nós como pauta absolutamente necessária e intransferível, como única garantia possível para manter a autonomia didática e científica da universidade.

No cenário nacional, assumimos uma posição firme e inequívoca de combate à extrema direita, ao fascismo, ao autoritarismo e aos projetos políticos que atacam os direitos da classe trabalhadora, ameaçam as liberdades democráticas e buscam aprofundar a exploração e as desigualdades sociais. Não há neutralidade possível diante de projetos que promovem o ódio, disseminam o preconceito, atacam a ciência, deslegitimam as universidades públicas e defendem a retirada de direitos historicamente conquistados.

O enfrentamento à extrema direita exige organização, mobilização e unidade nas lutas, sem conciliação com projetos que ameaçam as condições de vida e de trabalho da classe trabalhadora. Defendemos um sindicato classista, independente de governos e comprometido com a construção da resistência coletiva, em articulação com os movimentos sociais e populares. Para nós, a defesa da universidade pública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada é parte inseparável da luta contra a extrema direita e todas as formas de exploração e opressão. Não aceitaremos que o medo, o autoritarismo e o retrocesso se imponham sobre nossos direitos e nossas lutas.

Para além disso, e para impedirmos que nossos direitos duramente conquistados na luta continuem sendo retirados, é necessário fortalecer a nossa SEDUFSM por meio da aproximação do sindicato com os problemas concretos enfrentados pela base da categoria; e isso só pode se dar com a mobilização de todos/todas os/as docentes da UFSM. Mais do que isso, é imprescindível construir uma unidade de ação com aqueles segmentos da classe trabalhadora − especialmente com as demais categorias de servidores públicos − que estejam dispostos à luta; avançar na construção de um sindicato classista, autônomo e democrático e independente dos governos e dos partidos políticos. Para tanto, nos propomos a enfrentar o desafio de representar os professores e as professoras da UFSM na direção da SEDUFSM para o biênio 2026-2028, com as seguintes propostas: 

PAUTA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL

  1. Organizar e mobilizar a categoria docente e a classe trabalhadora contra o avanço da extrema direita, do autoritarismo e do conservadorismo e os ataques aos direitos sociais e trabalhistas. Defendemos a unidade nas lutas, a autonomia sindical e a articulação com os movimentos sociais e populares para enfrentar esses ataques;
  2. Lutar pela criação de um piso salarial para a carreira dos docentes federais, assim como já existe um piso salarial dos profissionais da Rede Pública da Educação Básica;
  3. Defender a eliminação da contribuição previdenciária dos aposentados, criada em 2003;
  4. Lutar pelo reenquadramento dos professores aposentados em Adjunto 4, prejudicados quando da criação da classe de professor Associado, em 2006;
  5. Ampliar o quadro de filiados da SEDUFSM;
  6. Manter visitas regulares aos campi fora de sede para atendimento jurídico dos filiados, bem como para dialogar com a base lotada nesses espaços;
  7. Reivindicar o aumento das verbas e lutar contra os cortes e congelamentos no orçamento da educação;
  8. Defender a autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das instituições de ensino superior (IES) públicas, como estabelece o artigo 207 da Constituição Federal de 1988;
  9. Defender a Previdência Social pública e solidária;
  10. Garantir os princípios estabelecidos no projeto de carreira do ANDES-SN, que defende a valorização equilibrada do tempo de serviço, da formação continuada e da avaliação do plano de trabalho aprovado na unidade acadêmica de lotação de cada docente;
  11. Defender uma política salarial permanente, com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias, que garantam a isonomia entre os docentes das carreiras EBTT e Magistério Superior, paridade salarial entre ativos e aposentados e incorporação de todas as gratificações, bem como da proporcionalidade entre o valor da hora-aula do professor 20h e 40h;
  12. Lutar pelo aumento de vagas para concurso público de provas e títulos para a contratação de professores e de técnicos administrativos, atendendo às necessidades sociais.

PAUTA DE MOBILIZAÇÃO LOCAL

  1. Defender que a SEDUFSM assuma uma posição ativa e permanente no enfrentamento à extrema direita, ao autoritarismo e às manifestações de preconceito e intolerância na UFSM e na sociedade. Isso implica defender a universidade pública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada; combater as tentativas de deslegitimar a produção científica, o pensamento crítico e a autonomia universitária; e construir ações conjuntas com estudantes, técnico-administrativos em educação, movimentos sociais e demais organizações da classe trabalhadora. A SEDUFSM deve ser um espaço de resistência e mobilização, capaz de organizar a categoria diante dos ataques à educação pública e de enfrentar as expressões locais de projetos políticos que ameaçam direitos, liberdades democráticas e conquistas históricas dos trabalhadores e das trabalhadoras;
  2. Fortalecer a comunicação da SEDUFSM por meio do jornalismo sindical, visando manter a base informada e mobilizada, levando aos professores e professoras formação crítica sobre a conjuntura social e política;
  3. Reativar os grupos de trabalho (GTs) e fortalecê-los como instância de elaboração de políticas do sindicato;
  4. Retomar e ampliar a campanha “Compartilhar Conquistas” com vistas à qualidade dos benefícios dos sindicalizados e ao aumento do número de filiados da SEDUFSM;
  5. Fortalecer as ações em prol da defesa dos serviços e servidores públicos, em ação conjunta com as outras seções sindicais da Regional/RS e outros sindicatos das categorias de trabalhadores dos serviços públicos;
  6. Abrir espaços de diálogo junto à Reitoria visando obter adequadas condições de trabalho e de integração com os órgãos representativos e demais setores;
  7. Retomar e fortalecer as ações de multicampia por meio de plantões nos diferentes campi da UFSM;
  8. Retomar e fortalecer a construção de um projeto Nacional de Educação Classista e Democrático por meio do ENE (Encontro Nacional De Educação);
  9. Resgatar a discussão de temas importantes para a categoria na relação entre a cultura e a política por meio do projeto Cultura na SEDUFSM, com diálogos e debates políticos, juntamente com a arte, em torno de pautas de interesse da categoria docente;
  10. Discutir os processos de avaliação docente;
  11. Reafirmar a defesa ao acesso e à permanência de todos e todas e pela valorização das diversidades;
  12. Combater todas as formas de opressão (assédios moral e sexual, racismo, capacitismo, homofobia, etc);
  13. Resgatar o protagonismo da SEDUFSM na organização da luta junto aos trabalhadores e trabalhadoras de Santa Maria;
  14. Ampliar os convênios de vantagens aos sindicalizados(as) da SEDUFSM de todos os campi da UFSM;
  15. Acolher os aposentados em suas demandas: na paridade com os ativos; na questão do adoecimento; nas atividades culturais, políticas e sociais;
  16. Proporcionar a acolhida das crianças, filhos e filhas dos sindicalizados/as, em eventos da SEDUFSM;
  17. Defender a liberdade de cátedra na universidade;
  18. Lutar contra quaisquer perseguições políticas, por racismo e de gênero que possam ocorrer;
  19. Avaliar permanentemente o adoecimento docente e enfrentar essa problemática junto à categoria docente;
  20. Discutir e construir, junto à base da SEDUFSM, uma proposta de uso da nova sede de Camobi, de maneira a resgatar o protagonismo dos/as filiados/as nas decisões do uso de sua contribuição financeira.

A chapa 2 é composta pelos seguintes docentes:

Presidente: Maristela da Silva Souza - Departamento de Desportos Individuais/CEFD.

Vice-presidente: Gihad Mohamad - Departamento de Construção Civil/CT.

Secretário Geral: João Carlos Gilli Martins - Departamento de Matemática/CCNE (aposentado). 

Primeira Secretária: Luciana Menezes Carvalho - Departamento de Ciências da Comunicação/CCSH.

Tesoureiro Geral: Ricardo Heli Rondinel Cornejo - Departamento de Economia e Relações Internacionais/CCSH (aposentado).

Primeiro Tesoureiro: Hugo Gomes Blois Filho - Departamento de Arquitetura e Urbanismo/CT.

Primeira Suplente: Lúcia de Fátima Royes Nunes - Departamento de Metodologia do Ensino/CE.

Segundo Suplente: Júlio Ricardo Quevedo dos Santos - Departamento de História/CCSH.

Terceiro Suplente: José Alexandre Magrini Pigatto, Departamento de Ciências Contábeis/CCSH.

 

Regimento

Acesse aqui o regimento das Eleições Sedufsm 2026.

 

 

Edição: Fritz R. Nunes
Foto: Bruna Homrich
Assessoria de imprensa da Sedufsm

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