Nas ruas, nas redes e nas urnas SVG: calendario Publicada em 04/11/2026 SVG: views 45 Visualizações

Nas ruas, nas redes e nas urnas, brasileiras e brasileiros se encontraram, trocaram mensagens e deram um brado cívico para o risco que o Brasil corria, se a democracia fosse violada, em suas várias formas. As experiências anteriores acenderam o sinal de alerta, para que não se repetissem os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, destruindo avanços já realizados no ordenamento jurídico e político do país, atingindo diversos interesses da vida civil. Vozes e votos decidiram por uma pátria livre de ameaças e traições.

A nossa geração esteve presente em 64, na resistência ao golpe, participou do movimento das Diretas Já e agora nas eleições de 2026 se fez presente, junto com filhos e netos para garantir, mais uma vez, a Democracia e a Soberania do País.

Muitas e diversas análises estão ocorrendo, carregadas de múltiplas emoções, diante dos impactos vividos com o resultado das urnas. É natural que a alegria esteja vibrante entre os que venceram, porque a alegria faz parte da cidadania. No entanto, nem todos os afetos tem o tom de aconchego e acolhida da vitória, pois nem todos os afetos tem origem no bem. O ódio, a intriga, o desespero são afetos cuja origem não é boa, porque eles visam o aniquilamento, a negação, a calúnia para se dirigirem aos que pensam de forma diferente e até opositora.

Esse tipo de emoção, cuja fala de ódio visa destruir o adversário, não contribui para o debate, a troca de ideias e a construção de uma Pátria comum. É um entendimento estreito uma vez que o adversário político não é necessariamente um inimigo a ser destruído nos contrafortes do ódio, da amargura, da vingança pessoal. Não se trata de uma guerra, mas de um evento democrático, uma eleição de líderes.

As lideranças estão se renovando face às demandas crescentes da vida pública. Os sindicatos, por exemplo, sempre tiveram um grande papel de liderança, na sociedade civil, em toda as instâncias do jogo democrático, diante de circunstâncias econômicas e pleitos das diversas categorias de trabalhadores. Importa salientar que muitas organizações sindicais se mantiveram muito ativas, atuantes, enfrentando as demandas e dificuldades próprias de suas categorias, como os trabalhadores da educação, cujos sindicatos estão presentes em pautas variadas, nas quais o universo dialógico de seus associados se faz ouvir.

O nosso sindicato, SEDUFSM, desde sua fundação (7 de novembro de 1989) enfrentou dificuldades próprias de uma organização reivindicatória, no espaço da Universidade Pública, onde interesses variados e compreensões diferentes, de parte dos docentes, apresentavam seus discursos e análises, de acordo com as compreensões formadas por múltiplas ideias.  Isso tudo não impediu o crescimento da base sindical no interior das universidades públicas, embora os entendimentos nem sempre tenham sido conciliatórios.

O ANDES-SN tem sabido atuar face aos pleitos dos associados. O bom senso e o entendimento das diferenças permitem que a ação sindical se mostre como uma tarefa dedicada ao interesse de todos. Assim se realiza a vida democrática, sem discursos de ódio e com o entendimento de uma maioridade política.

No mês de aniversário da nossa Seção Sindical, a nossa festa democrática toma um vigor exponencial, pois vivemos uma festa cívica contra as forças obscuras, que com roupagens atualizadas desejavam, novamente, imolar a Pátria no altar dos absurdos. Suas falas, por vezes dissimuladas, manifestaram uma verdadeira aversão a quem pensa e age de forma diferente, de modo que as pessoas foram ofendidas pelas afirmações ou questões realizadas. Tornou-se impossível uma troca de ideias com seriedade política.

A juventude na sua beleza vigorosa, na sua ousadia política, no seu vigor de alegria mostrou seu entendimento democrático de forma convincente, aguerrida, sem violência e com sabor de favo de mel. Inesquecível!

A continuidade das lutas políticas não permite muito descanso por parte de todos os que escolhem a vida democrática. Os eleitos têm a obrigação de serem fieis à população que os elegeu. Uma fidelidade de compromisso cidadão, capaz de mostrar à sociedade civil a importância de uma escolha coletiva pelos valores da vida em todas as suas dimensões. Importante reunir os elementos da inteligência emocional com as perspectivas das políticas públicas para continuar a construção de um Brasil digno, solidário e soberano.

Para que seja possível a felicidade pública, em que a vida seja preservada, precisamos assumir uma ética pública, fundada no cuidado e no esclarecimento, porque o ódio mata e nós queremos viver.