Extinção da Biblioteca Setorial do CAL divide opiniões na UFSM SVG: calendario Publicada em 14/12/23
SVG: atualizacao Atualizada em 15/12/23 00h45m
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A decisão ocorre nesta sexta, 15, durante a reunião do Conselho Universitário

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Nesta sexta-feira, 24, ocorre a reunião do Conselho Universitário (CONSU) onde será votado o processo de reestruturação do CAL. Entretanto a  reestruturação do local, inclui a extinção da Biblioteca Setorial do CAL (BSCAL), que em teoria terá o seu acervo enviado para a Biblioteca Central.

Vale lembrar que a BSCAL teve sua implantação em 11 de junho de 1990. O local, que na época se chamava “Sala de Estudos” , foi criado com a finalidade de auxiliar na formação e guarda do acervo de publicações necessárias às consultas dos estudantes, professores e profissionais da área de Artes e Letras. No ano de 2004 o acervo passou a ser inserido no sistema SIE, mas o empréstimo foi liberado aos usuários somente no ano de 2008. Mas foi somente em 11 de novembro de 2014, que o Conselho do Centro de Artes e Letras decidiu nomear a Biblioteca Setorial pelo nome da Prof.ª Maria Luiza Ritzel Remédios, que foi uma das doadoras do primeiro acervo da biblioteca.

Entretanto, hoje em dia é de conhecimento da comunidade acadêmica que o local passa por problemas de infraestrutura. Como solução a Pró-Reitoria de Graduação UFSM (PROGRAD) em conjunto com a Direção do Centro de Artes e Letras (CAL) optaram pela transferência do acervo bibliográfico do Centro de Artes e Letras para o prédio da Biblioteca Central da UFSM.

Em nota enviada à direção da Sedufsm o diretor do CAL, Gil Negreiros, afirma que:

“A transformação do espaço de uma biblioteca em um espaço cultural mais amplo, que não apenas seja um balcão de empréstimo de livros, é fundamental na universidade moderna. O CAL sempre se colocou à disposição para ser um parceiro da PROGRAD, instância responsável pela BC, em atividades culturais e artísticas. Por fim, é de se destacar que o CAL não quer, e nunca quis, acabar com sua biblioteca, mas apenas transferi-la para um espaço mais adequado, que é a Biblioteca Central”, escreveu o diretor do centro.

A bibliotecária e gerente da Biblioteca Central, Ana Paula Guimarães, conta que a sugestão da Biblioteca Central para a atual situação da BSCAL, foi de remodelar o espaço do acervo, de forma que pudesse ter uma maior disponibilidade, tanto para atender o público quanto para alocar suas obras.

“Foi feita essa sugestão em documento de que poderia fazer a remoção do balcão de atendimento da forma que ela está configurada hoje, porque já não tem a demanda que precisa para aquela estrutura, um mobiliário muito grande, hoje em dia a gente precisa só de uma estação de trabalho já seria o suficiente para fazer o atendimento da forma que se propõe, assim no lugar conseguiria acrescentar 30% a mais de estante, então seria um terço do que se tem hoje a mais de espaço para organizar o acervo e os materiais da biblioteca”, conta a bibliotecária. 

A estrutura da Biblioteca Central

Ana Paula relata que a Biblioteca Central possui diversas situações, tanto em relação à estrutura quanto em relação a recursos humanos. Durante esse ano, a biblioteca teve que se manter em funcionamento com um número menor de funcionários, principalmente no setor de atendimento, em decorrência de um grande número de pedidos de afastamento em virtude de problemas de saúde.

“A equipe do setor de atendimento, circulação, empréstimo e  devolução já está sobrecarregada na forma que se compõe hoje, a gente já sinalizou isso para a  Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) e a gente não teve nenhum direcionamento, nenhuma mudança de cenário ali no setor de referência”, comenta a gerente da Biblioteca Central.

Em relação às questões estruturais, Ana Paula explica que a Biblioteca Central possui uma área nova, que foi prevista para ampliação e recondicionamento do acervo da Biblioteca Central, em decorrência de duas situações. 

A primeira situação seria a da falta de espaço, já que “os livros da biblioteca central estão com espaço para acondicionamento limitado, isso quer dizer que não temos mais os espaços de crescimento nas prateleiras, a gente possui uma orientação técnica de ter um espaçamento em cada prateleira de cada estante, que é o que chamamos de espaço de crescimento, mas ele não é somente espaço de crescimento, ele considera também os materiais que estão em circulação e porventura são devolvidos”, explica a bibliotecária.  

Outro problema enfrentado pela Biblioteca Central, é o  de circulação de ar, que já foi apontado em um relatório do núcleo de segurança do trabalho. Esse problema é considerado uma vulnerabilidade no setor de referência, pois a falta dessa circulação causa diversos problemas para os servidores, frequentadores da biblioteca e também para os materiais que estão no subsolo, isso porque ocasiona mofo, pragas, insetos, traças e umidade.

A gerente da biblioteca expõe que o local tem um histórico onde já precisou em algum momento reorganizar toda uma parte do acervo, porque estava com limo e mofo nas prateleiras e livros. “E isso tudo é patrimônio, que a gente enquanto o profissional técnico percebe que está vulnerável, e precisa ter algumas ações para evitar esse tipo de situação, mas que as pessoas que são leigas, que não são da área,  não tem esse entendimento e não conseguem visualizar toda essa vulnerabilidade em que a gente coloca o acervo quando a gente não tem espaço”, argumenta Ana Paula .

Essa área nova foi prevista  para dar um respiro ao acervo, no entanto quem passa pela área nova, localizada no subsolo, se depara com obras posicionadas em lugares específicos, utilizando apenas uma parte das prateleiras, além de estantes vazias, a gerente explica que isso ocorre “porque sempre choveu dentro desse novo local, faz 10 ou 15 anos que a obra foi finalizada se eu não me engano, e nunca conseguimos utilizar o espaço por completo, o espaço previa essa movimentação, ampliação ou movimentação das teses e dissertações, que são acervos da própria Biblioteca Central”, declara a bibliotecária.

De acordo com a mesma, durante a pandemia foi feita uma intervenção para reparar esses problemas estruturais, todavia, o local ainda possui algumas goteiras em pontos específicos, que ainda não foram sanadas. 

A gerente ressalta que durante as reuniões com o CAL e PROGRAD,  todas essas e outras questões estruturais do prédio foram informadas, “nossa expectativa é de que minimamente tudo isso seja sanado, para iniciar uma conversa em relação a incorporação de acervo de outras bibliotecas setoriais”, avalia Ana Paula.

A Sedufsm se posicionou contra o fechamento da BSCAL e apoia o parecer de vistas, que aprova a reforma administrativa do CAL sem a extinção da BSCAL.
 

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Texto: Karoline Rosa (estagiária de jornalismo)
Edição: Fritz R. Nunes (jornalista)
Assessoria de Imprensa da SEDUFSM

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