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03/03/2021   03/03/21 19h31 | A+ A- | 124 visualizações

A despeito de Bolsonaro, forças sociais mobilizam-se para agilizar vacinação

ANDES-SN, em nota, reforça defesa pelo lockdown nacional imediato


Frente ao esgotamento encontrado na maior parte dos estados brasileiros, cujos sistemas de saúde – públicos e privados – já não vêm conseguindo dar conta das demandas por internações e cuidados intensivos de pacientes contaminados pela Covid-19, a necessidade de um plano de vacinação nacional, massivo e célere tem passado para o centro do debate político. Bolsonaro, que desde março de 2020 minimiza os efeitos da pandemia, agora tenta impor uma série de obstáculos ao processo de imunização.

Um deles foi o veto presidencial, dado na última segunda-feira, 1º de março, à compra de imunizantes pelos governos estaduais e municipais em caso de omissão do Ministério da Saúde. Em entrevista à Assessoria de Imprensa da Sedufsm na última semana, a presidenta do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Maria do Carmo Quaiato, já havia ressaltado a importância de que estados e municípios conseguissem comprar diretamente as vacinas, fator que aceleraria a distribuição de vacinas.

O veto de Bolsonaro, contudo, não se aplicará, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) já concedeu autorização para que governadores e prefeitos possam adquirir vacinas caso o Plano Nacional de Imunização mostre-se ineficaz ou moroso demais – que, de fato, vem ocorrendo.

Ainda que tenha anunciado – ainda não oficialmente até o fechamento desta matéria - na tarde desta quarta, 3, a compra de doses de mais duas vacinas contra a Covid-19 (Pfizer/BioNTech e Jannsen), o governo toma tal atitude quando a pandemia já avança a passos largos, o Brasil bate o recorde de mortes diárias (1.910 pessoas morreram nesta quarta, 3) e os sistemas de saúde chegam ao colapso com filas de espera para leitos de UTI.

MP 1.026/2021

Na última terça, 2, o Senado aprovou a Medida Provisória (MP) 1.026/2021, que já havia passado pela Câmara de Deputados e tem por objetivo agilizar o processo de aquisição de insumos e demais elementos necessários à vacinação, dispensando licitações e flexibilizando as regras. O texto segue para sanção presidencial. Tal flexibilidade aplica-se não só à União, mas a estados e municípios, reforçando a permissão, já concedida pelo STF, de que estes também possam adquirir imunizantes. O mesmo texto prevê que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem até sete dias úteis para decidir sobre aprovação temporária de vacinas já autorizadas internacionalmente.

Também nesta terça, a Câmara aprovou projeto de lei que, em um de seus pontos, confirma a compra direta de vacinas por estados e municípios, sem o condicionante do governo federal. Mas o projeto tem pontos polêmicos, como a possibilidade de aquisição de vacinas por empresas e entidades privadas.

Lockdown

Em nota, o ANDES-SN, que desde o início da pandemia tem defendido a necessidade de medidas efetivas de isolamento social, reforçou a importância de que o país adote um lockdown imediato a fim de conter uma tragédia ainda maior.

“Esta situação trágica não é fruto do acaso, mas resultado lógico de um conjunto de políticas negacionistas, de opções deliberadas do governo Bolsonaro, que estimula a contaminação, utilizando-se dos mais diversos recursos: disseminação de inverdades, restrição dos testes, minimização dos riscos, propagação de medicamentos comprovadamente ineficazes, comemoração dos “recuperado(a)s” e omissão das sequelas, desestímulo ao uso de máscaras, sabotagem das medidas de contenção, estímulo a aglomerações, e muitos outros absurdos”, afirma a Diretoria Nacional no documento, que pode ser lido, na íntegra, aqui.

O texto ainda ressalta que 15 estados brasileiros estão com mais de 90% de sua ocupação hospitalar. "Não é possível esperar um dia a mais, é necessário estabelecer imediatamente um rigoroso lockdown nacionalmente coordenado. Isto significa o estabelecimento de rigorosas medidas voltadas à redução da circulação, em todo o território nacional e por tempo suficiente para produzir uma radical diminuição do número de casos ativos. Para que tais medidas sejam viáveis e efetivas, é indispensável que sejam acompanhadas pela prorrogação da Renda Emergencial e sem a redução dos valores, de forma a garantir a sobrevivência com dignidade de todo(a)s o(a)s brasileiro(a)s”, cobra a diretoria do Sindicato Nacional.

Santa Maria

No fim da tarde desta quarta-feira, a lotação do sistema público e privado de Santa Maria é a seguinte: no Hospital Regional, os 30 leitos de UTI estão ocupados, bem como 34 leitos clínicos, de um total de 40; no Hospital Universitário, 29 dos 34 leitos de UTI estão ocupados, bem como 10 leitos clínicos, de um total de 20; no Hospital de Caridade, 58 de 60 leitos de UTI estão ocupados, bem como 63 de 75 leitos clínicos. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, restam apenas 4 leitos públicos de UTI disponíveis na cidade. 

Texto: Bruna Homrich, com informações de ANDES-SN, Globo, Valor Econômico e Diário de Santa Maria

Imagem: ANDES-SN

Assessoria de Imprensa da Sedufsm



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